Aproveitando-se da ideia de que nada melhor do que criminosos para caçar criminosos em fuga, a série BREAKOUT KINGS, do canal A&E, constrói sua premissa. Dos mesmos produtores de PRISON BREAK, Matt Olmstead e Nick Santora, a série está longe de lembrar a grande jornada de Michael Scofield -- pra mim, tá mais pra um misto de LEVERAGE e WHITE COLLAR --, mas pode se tornar algo interessante se não abusar dos clichês e investir em seus personagens.
O piloto não perde tempo e entra de cara na ação, mostrando um criminoso executando seu plano de fuga da prisão. Mas sua pressa na hora de reunir os membros dessa força-tarefa formada por "bad guys" (e uma "bad girl") não tão "bads" assim, prejudica no ponto em que devemos nos importar com os personagens. As devidas apresentações foram feitas, com nome e crime cometido por cada um (como se estivéssemos lendo suas fichas criminais), mais foi difícil simpatizar com mais do que um ou dois personagens, assim logo de cara.
A equipe é composta por agentes federais e criminosos. Do lado dos agentes estão: Ray Zancanelli (Domenick Lombardozzi), que é o responsável pela ideia de usar ajuda de condenados na captura de bandidos; e Charlie DuChamp (Laz Alonso), que atua como o "fiscal" do grupo, fazendo o estilo policial correto e respeitador das regras (aka "o chato"). Eles contam também com os serviços da civil Julianne Simms (Brooke Nevin), que possui uma certa fobia de interagir com as pessoas e é a responsável por colher todas as informações, os dados e as possíveis pistas que a equipe precisa nas investigações.
Do lado dos criminosos estão: Lloyd Lowery (Jimmi Simpson), um ex-garoto prodígio especialista em analisar o comportamento das pessoas; Shea Daniels (Malcolm Goodwin), um ex-membro de gangue que sabe muito bem como o sistema, tanto das prisões quanto da ruas, funciona; e a sedutora Erica Reed (Serinda Swan), uma ex-miss que acabou se tornando uma golpista de primeira. Detalhe, eles foram parar atrás das grades por culpa do agente Ray, que agora os escolheu para integrar sua "super equipe". O engraçado/estranho é que não há mágoas entre eles -- pelo menos não há nenhuma demonstração disso no piloto!
Para convencer os condenados a colaborar e a ficarem na linha, foi firmado um trato: a cada fugitivo que eles ajudarem a capturar, será reduzido um mês da pena de cada um. E quem resolver bancar o espertinho, voltará pra prisão e terá sua pena aumentada! Foi o que aconteceu com um dos quatro condenados inicialmente selecionados, que escondeu uma faca numa lanchonete e foi eliminado da equipe -- era preciso mostrar que os agentes estão falando sério, né? Além disso, nenhum condenado tem direito a usar uma arma, por motivos óbvios.
O desenrolar da investigação do primeiro caso da equipe permite que conheçamos um pouco mais de alguns personagens, e quem mais se destaca, na minha opinião, é o esquisito Lloyd. Ele tem uma cena interessante na qual analisa a “secretária” Julianne e a aconselha a tentar interagir com desconhecidos aos poucos, o que ela acaba fazendo depois. Foi possível também aproveitar da beleza de Erica, que apareceu só de lingerie! No fim, após algumas tentativas de criar momentos tensos (como o da garotinha sequestrada presa a um colete de explosivos), a recém-formada equipe se dá bem e todos voltam felizes para suas casas/celas!
O piloto não me empolgou ao ponto de me fazer querer acompanhar fielmente a série, pelo menos não agora. Mas certamente irei conferir o terceiro episódio, que terá a aparição do famoso T-Bag (personagem de Robert Knepper em Prison Break)! Quem sabe eu deixe Breakout Kings na "gaveta" pra assistir durante os "hiatos da vida"... E vocês, o que acharam?
Créditos: Caldeirão de Series.




















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