
Depois de explanações iniciais de Luís e Moron, foi exibido um vídeo resumindo em 15 minutos algumas das novidades nacionais para este ano (extraído do especial apresentado por Cynthia Benini), como “Conexão Repórter”, “Romance no Escuro” e o novo programa de Richard Rasmussen. Na sequência veio outro vídeo, destacando o jornalismo local nas praças com emissoras próprias: “SBT Rio”, com Luiz Bacci; “SBT Brasília”, primeira edição com Neila Medeiros e segunda edição com Williane Rodrigues e Álvaro Pereira; “SBT Pará”, com Úrsula Vidal; e, claro, o “SBT Rio Grande”, que tem Rafael na apresentação desde o início de Dezembro último.
Márcio Moron destacou que a emissora não busca nem o público do “Jornal do Almoço” (RBS) e nem do “Balanço Geral” (Record), mas sim um espaço entre ambos. O objetivo no noticiário gaúcho é atingir patamares semelhantes aos do Rio de Janeiro, onde o jornal de Bacci gira na casa dos 9 pontos de média e trava forte disputa com o “Balanço” e o “Globo Esporte”. Números da Capital Federal indicam um bom papel do SBT na hora do almoço, com média de 10 pontos, atrás apenas da Globo (19), mas à frente de Record (8), TV Brasília/RedeTV! (2) e Bandeirantes (1).
O principal objetivo para o Rio Grande do Sul, neste momento, é a criação da segunda edição do “SBT Rio Grande”. Dentre as quatro praças destacadas, somente Brasília possui uma edição noturna (às 19h, horário reservado pela rede para os jornais regionais). A primeira, que em breve completará 11 anos de exibição, terá um novo cenário nos moldes do adotado no Rio, com uma nova bancada, dois plasmas e espaço para receber entrevistados. Este cenário começa a ser produzido em São Paulo a partir da próxima segunda (18) e deve ficar pronto em até um mês, devendo estrear na telinha em cerca de 45 dias.
Novo apresentador do jornal em substituição a Juliano Tonial, Rafael Rocha foi escolhido através de uma pesquisa feita pelo SBT, que apontou a busca por um profissional gaúcho, jovem, dinâmico e com passagem por rádio para ter boa capacidade de improviso. Ele trabalhou em rádios do interior gaúcho e na RBS TV (Globo) de Cruz Alta e Caxias do Sul, de onde é egresso. Já o novo gerente local de jornalismo, Diego Sangermano, é um rosto conhecido do público nacional pois era repórter da rede em São Paulo.
Um dado interessante que foi apresentado durante o evento diz respeito ao perfil do público que assiste ao “SBT Rio Grande”: 36% são das classes A e B, 30% da classe C e 33% das classes D e E. Rafael disse que o segredo para atingir uma audiência tão diversificada é, acima de tudo, um jornalismo de qualidade. Entre os projetos locais da emissora, estão o “SBT Rio Grande Vai à Sua Cidade”, com edições especiais aos sábados direto de uma praça específica. Profissionais também serão contratados. “Hoje, o departamento de jornalismo tem de 15 a 17 pessoas. Semana que vem, o número pode ser outro”, disse Márcio. Sangermano completou, avisando que seu telefone poderia tocar enquanto falava: “são quatro equipes de reportagem, esta semana já pode vir a quinta”.


















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